Você encontra um brasileiro no exterior e descobre que ele nasceu na mesma cidade que você. Seria comum perguntar: em que bairro você morava? Perto de onde? Isso ocorre porque é normal dividir o espaço para conhecê-lo melhor. Dessa forma, é nesse contexto que entra a importância das classificações regionais, um dos conceitos mais relevantes na Geografia. Conheça melhor o que é regionalização e os diferentes tipos de classificação que são úteis para perceber a realidade e entender o mundo onde vivemos.
O que é Regionalizar?
Regionalizar é um modo de classificar o espaço de modo a identificar as características próprias da geografia, da cultura e da demografia de um território, podendo ter diferentes níveis de “zoom”. Na Europa, faz sentido dizer que se é latino-americano. No Brasil, isso é considerado óbvio e seria mais adequado falar do estado e da cidade onde se nasceu. Além disso, é possível pensar no tipo de classificação. A nacionalidade ou a naturalidade (cidade e estado onde nasceu) são apenas modos de abordar a regionalização. Clima, bioma, língua, densidade demográfica, moeda, número de habitantes e nível de escolaridade são exemplos das múltiplas formas de classificar as regiões. Existem diversos modos de classificação regional. É impossível falar de todos eles, mas vale a pena considerar os mais importantes. Veja alguns dos tipos de regionalização mais usados.
Fronteiras
As fronteiras são o modo como municípios, estados, países e grupos de países formalizam até onde vai um território e começa outro. Até no mar existe limite do que é água de um país e a de outro. Essa é a classificação regional mais usada, portanto, a que mais aparece nos mapas vistos no cotidiano.
Clima
O clima é outra forma de dividir o território. Nesse caso, por meio de precipitação, umidade e outros fenômenos meteorológicos. Então, faça chuva ou faça sol, os mapas estão aí para demonstrar como cada região se comporta nesses aspectos.
Densidade demográfica
A densidade demográfica se refere a quantas pessoas vivem uma área (costuma ser usado o km² para isso). Saber quantas pessoas vivem em um território é fundamental para planejar políticas públicas, por exemplo; assim, mapas que levem aspectos demográficos em consideração são muito úteis.
PIB per capita
O Produto Interno Bruto (PIB) de um país é a soma de todas as riquezas produzidas nele. Mas como esse dinheiro é dividido? Uma das formas de saber isso é o PIB per capita, que é o total do PIB dividido pelo número de pessoas do país. Assim, ao ver no mapa como cada região concentra os valores, pode-se ter uma média da desigualdade socioeconômica.
Desenvolvimento
É possível calcular também a desigualdade na divisão de riquezas entre os países. Os mapas podem revelar de que modo os países de capitalismo central ou dependentes conformam a dinâmica econômica do mundo. Uma das formas de fazer isso é comparando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada região.
Semelhantemente, acontece com o Brasil, por exemplo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) escolheu a posição geográfica e as divisas políticas entre os estados para criar as cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.O mapa a seguir é uma divisão regional da Terra com base na divisão dos países desenvolvidos e emergentes ou subdesenvolvidos.
Os países em laranja, no mapa, formam a região dos países desenvolvidos, que apresentam os maiores índices de desenvolvimento humano, econômico e social. Já os países em vermelho são aqueles considerados emergentes ou subdesenvolvidos, com as piores condições de vida entre suas populações. Essa divisão representa uma das muitas formas possíveis de regionalizar o mundo. Se pensarmos bem, as regiões não existem de fato no espaço. Elas são apenas criações realizadas para organizarmos e estudarmos as características que marcam as sociedades e os lugares onde elas vivem. Regionalizar é, portanto, organizar o mundo e os diferentes locais em que vivemos.



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